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Chega de tabu: sexo anal é normal!
A prática oferece uma maneira a mais para homens e mulheres atingirem o orgasmo

Por Clarice Gulyas
Foto Angélica Castro

Entre quatro paredes tudo é válido quando se ama e se respeita. Apesar de mal visto por alguns, a prática do sexo anal tem despertado cada vez mais a curiosidade das pessoas. Trata-se de mais uma forma de dar e receber prazer que deveria ser encarada com naturalidade.

Geralmente, o sexo anal é preferência do público masculino. Como o ânus não tem elasticidade como a vagina, o orifício apertado leva os homens à loucura. Mas também pode ser muito prazeroso para elas, inclusive para casais de lésbicas, principalmente se forem masturbadas durante a transa. Há até mesmo homens heterossexuais que invertem o papel e desfrutam da penetração. A região anal é uma área sensível e qualquer um pode se excitar ao ser estimulado.

O empresário Marcelo Lemos, 42 anos, pratica o sexo anal desde que iniciou sua vida sexual. Ele namora há um ano e meio e conta como foi a primeira experiência do casal. “A primeira vez dela foi comigo, e foi um pouco complicado. Procurei não forçar a barra e ir devagar. Tem que ter muita preliminar e usar lubrificante para dar tudo certo”, ensina.

Mas a intimidade na cama não é realidade para todos. Muitos casais não sabem como propor o sexo ao parceiro e nem como se preparar para a experiência inicial. Segundo o sexólogo Ronaldo Felix Freitas, para que a prática do sexo anal seja prazerosa para ambos, deve haver comunicação e consenso.

“Esta é uma prática que pode ser prazerosa ou dolorosa. Deve haver comum acordo entre o casal, pois se a mulher ficar nervosa ou sob pressão psicológica ela vai ficar tensa e, com isso, irá sentir dor”, diz.

E para evitar traumas, a transa deve ocorrer de forma cuidadosa. O parceiro passivo deve ficar relaxado e nunca deve ser penetrado diretamente com o pênis. A preliminar do sexo anal é muito importante e pode ser feita com o famoso fio terra e o beijo grego (beijos e lambidas no ânus).

Cuidados básicos de higiene e o uso de camisinhas e lubrificantes também são indispensáveis na hora de se entregar. A pessoa deve tomar um banho caprichado à base de sabão neutro ou pode fazer a polêmica xuca (enema). E para não passar por situações constrangedoras como defecar durante o sexo anal, cuidado ao ultrapassar os limites na hora do tesão.

O urologista Sérgio Levy, alerta sobre a importância de trocar de camisinha quando se penetra o ânus e a vagina. O risco de contrair doenças é maior quando se pratica o sexo anal.

“Esta é uma área que não lubrifica e, portanto, sofre fissuras. A troca da camisinha evita que bactérias dessa região contaminem a mulher, podendo causar infecções ginecológicas, urinárias e, em alguns casos mais complicados, a infecção generalizada”, explica.

A atriz pornô Angélica Castro, travesti envolvido em casos com atores famosos da Globo, conta que muitos homens heterossexuais procuram travestis para realizar a fantasia do sexo anal. Segundo Angélica, a maioria são homens casados que têm vergonha de propor o sexo à parceira, principalmente quando também querem ser penetrados.

“Geralmente as mulheres não são tão liberais. Eles têm medo de elas pensarem que eles são gays, mas sexo anal é gostoso e não tem nada a ver com sexualidade. Não importa o tamanho nem a grossura do pênis, elas têm que se jogar porque a bunda é a paixão nacional dos brasileiros”, dispara.

De Brasília para Brasília
Para fugir do estresse e dos programas típicos de fim de semana,
brasilienses procuram os hotéis como opção de lazer

Por Clarice Gulyas
Fotos Clarice Gulyas

Antes restritas a bares, shows e parques ecológicos, as alternativas de lazer da cidade estão se diversificando cada vez mais. O lago Paranoá, por exemplo, passou a ser mais valorizado com a presença de embarcações náuticas e praticantes de diversos esportes aquáticos. Inaugurações de casas noturnas e shoppings também têm contribuído para o crescimento deste cenário. Mas para quem deseja descansar ou desfrutar de atividades mais leves, a moda entre os brasilienses agora é se hospedar em hotéis da cidade.

Como se fosse uma verdadeira viagem, as famílias arrumam suas malas e, com o próprio carro, seguem para os hotéis, geralmente os mais luxuosos. É o caso do complexo Golden Tulip Brasília Alvorada, o antigo Blue Tree. Referência em Brasília e principal destino de autoridades políticas e artistas, o hotel possui características de um verdadeiro resort, só que urbano, onde troca a praia pelo lago Paranoá. São dois hotéis com mais de 300 apartamentos cada: o cinco estrelas Royal Tulip, localizado às margens do lago e, à frente, o Golden Tulip, onde a maior parte das pessoas hospedadas são residentes.

O sofisticado complexo hoteleiro que, só este ano hospedou personalidades internacionais e nacionais como Guns n Roses, Bebe King, Dudu Nobre e Maria Gadu, é também a escolha principal de visitantes e moradores do Distrito Federal.

Aos finais de semana e feriados, os brasilienses fazem do Royal Tulip um ponto de encontro de família e amigos. Mas são os casais quem lideram o rancking de hospedagens. Inclusive, o hotel oferece pacotes especiais para as noivas, uma das inovações de maior sucesso deste ano.

A estrutura luxuosa e com arquitetura moderna conta com piscinas aquecidas (adulto e infantil), bares, pubs, teatro, restaurante, saunas, quadras de esportes, spa, píer no lago e estacionamento com capacidade para 750 carros. Há também um ambiente Vip com restaurante panorâmico que propicia uma visão privilegiada de todo o hotel e o lago. A área reservada é é utilizada para a realização de coquetéis ou reuniões e tem capacidade para 250 pessoas.

A programação é diferenciada. Com infraestrutura completa, festas são realizadas eventualmente, além de shows e apresentações teatrais, tudo em médio ou grande porte, onde geralmente há a participação do público externo. E as crianças não ficam de fora. Os hóspedes mirins possuem um cantinho totalmente dedicado a eles com recreações e atividades lúdicas.

O casal Filemon Félix de Moraes, 51 anos, e Carla Rosane Lima de Moraes, 49 anos, resolveram passar um final de semana diferente nas férias de julho do ano passado. O professor de português e a administradora de empresas deixaram de viajar para acompanhar a construção da nova casa no Lago Sul. Acompanhados por sua filha Thalita Lima de Moraes, 21 anos, se hospedaram no Royal Tulip, aproveitando um pacote promocional de fim de semana.

Carla adorou a variedade de comidas encontradas no Bar do Capitão e no Restaurante Herbs, que vão dos frutos do mar até a cozinha internacional. Já para Filemon, a área de lazer foi o que mais lhe agradou. “Achei a estada muito proveitosa e relaxante. Gostei muito da piscina, sauna, hidromassagem e do pier. As promoções são boas, os quartos são ótimos e a vista é muito bonita. É um ótimo lugar para passar um fim de semana” avalia.

De acordo com Oswaldo Julio Neto, gerente Geral do Royal Tulip, o hotel possui diárias com preços a partir de R$ 215 que incluem o café da manhã. E dispõe de pacotes promocionais variados que são oferecidos esporadicamente. Com isto, os clientes podem encontrar valores mais em conta e ainda personalizar um pacote próprio, como no caso das noivas. “Elas amam este pacote porque de acordo com o seu gosto, elas podem mexer na decoração do quarto, por exemplo. E isso faz com que as pessoas se sintam mais em casa, deixando de ser uma simples hospedagem” diz.

Para quem tem a curiosidade de conhecer o hotel, mas não pensa em se hospedar, há a possibilidade de passar o dia usufruindo de todo o lazer do hotel com o pagamento de uma taxa denominada Day Use, que custa em torno de R$ 120 e inclui refeição. O preço para as crianças até 12 anos é de R$ 60. Mas por conta da grande procura, o gerente avisa: “Estes pacotes e taxas não são constantes. É importante que as pessoas liguem antes de vir para que não ocorra superlotação. Aqui deixamos de vender para manter a qualidade” explica.

Novidades
O Golden Tulip Brasília Alvorada está sob a direção da rede Brazil Hospitality Group desde dezembro de 2009. A partir daí, o hotel vem passando por uma transformação geral que visa modernizar ainda mais o luxuoso complexo hoteleiro, seja na estrutura e ou na equipe, que envolve mais de 350 funcionários. Todo o investimento também tem como propósito os preparativos para a Copa de 2014, onde já há procura por reservas no hotel.

Segundo Oswaldo Julio, gerente com experiência em países como Suíça e Uruguai é um dos novos contratados. Segundo ele, as mudanças no hotel ocorrerão basicamente na renovação de mobílias, pintura, louças, vidros e carpetes. Itens que, de acordo com Oswaldo, fazem toda a diferença dentro de um hotel do porte do Golden Tulip.

O gerente comunica ainda a reformulação dos pacotes promocionais, a contratação de um novo chefe de cozinha e adaptação de diversos quartos voltados para pessoas alérgicas que, segundo Oswaldo, são parte do grande número de frequentadores. “A regra básica que temos aqui é atender as necessidades do cliente de acordo com seu perfil” diz.

Skinheads invadem o cerrado pregando paz e união
Brasilienses que seguem o perfil tradicional originado na Inglaterra lutam contra o estigma neonazista


Por Clarice Gulyas

Os skinheads são geralmente taxados como nazistas e associados à violência e ao preconceito. Mas o que poucos sabem é que os verdadeiros skinheads (cabeças raspadas), são nacionalistas e antinazistas. Defendem o convívio pacífico entre negros, estrangeiros e homossexuais. Há grande concentração de skinheads no Distrito Federal. Jovens entre 15 e 25 anos de idade costumam andar em grupos formados, inclusive, por mulheres. Nada de socos-ingleses, correntes ou facas, os skinheads da Capital apostam no visual descolado como ferramenta principal de expressão social.

Com cabelos curtos ou raspados, botas militares (coturno), calças jeans e suspensórios esses jovens costumam frequentar lugares alternativos com estilos musicais que vão do rock ao reggae. A fama de brigões fez com que eles se dividissem cada vez mais em segmentos com diferentes ideologias. São os Red and Anarchist Skinheads (Rash), que pregam ideias anarquistas e comunistas; os Against Racial Prejudice (Sharp), que combatem o preconceito racial; os Oi! (nome retirado de uma música punk), que pregam a união entre punks e skins; e os Ska, ou tradicionais. Este último busca a cópia fiel do skinhead originado na Inglaterra, em 1966, que surgiu a partir da união entre operários ingleses (que influenciou o visual skin) e imigrantes jamaicanos, por meio do Ska (ritmo jamaicano antecessor do reggae).

Os negros-brancos, como também são chamados, conhecem de cor a história política e cultural do País. Orgulham-se, por exemplo, da Bossa Nova e do desfile de Sete de setembro. “Vivemos em um país bonito, sem raça definida e rico em cultura popular. Seria ignorância sermos nazistas no Brasil”, dispara o skinhead Igor*, de 17 anos.

Para Natasha*, 25 anos, o movimento skinhead nada mais é do que um estilo de vida. “Temos uma visão romântica do mundo, valorizamos a família, a solidariedade e a lealdade”, afirmou. Aos 16 anos, Natasha tornou-se punk e aos 18 definiu-se como skinhead Oi!. Ela é uma das poucas mulheres do grupo ao qual pertence. Possui tatuagens, piercings e cabelo cortado ao padrão chelsea, usado pelas skinheads inglesas – uma espécie de franja curta e reta com mechas de cabelo compridas na frente e raspado atrás. O estigma nazista carregado pelos skinheads, segundo Natasha, diz respeito ao modo parecido de se vestir e a falta de conhecimento das pessoas. “Isso se deve aos partidos políticos britânicos de extrema direita, como o National Front, que invadiram nossa identidade em meados de 1980. A ligação com o nazismo aconteceu por meio da extrema direita conservadora e não durante a Segunda Guerra como os leigos imaginam”, explica.

Em 2007 três pessoas envolvidas com grupos skinheads, punks e neonazistas foram assassinadas no DF. A ex-punk admite a existência de gangues violentas que se dizem skinheads como os White Powers, ou Força Branca (grupo tradicionalista com princípios neonazistas, com estilo skinheads). “Os verdadeiros skinheads não concordam com a má conduta, seja o uso de drogas ou a discriminação. Eu não curto o homossexualismo por defender a constituição da família, mas nunca agredi verbal nem fisicamente nenhum deles” diz.

O especialista em antropologia e sociologia da Universidade de Brasília, Antônio Flávio Testa, vê o crescimento destes grupos dentro do DF como modismo e busca constante por uma identidade própria. “O jovem é muito volátil e imita tudo o que vem dos países desenvolvidos. O problema é quando estas tribos se tornam gangues e agridem grupos desprotegidos, como os homossexuais. Há muita contradição entre eles e as imitações de padrões e comportamentos servem para chamar a atenção”, diz.

Violência
As principais vítimas das agressões praticadas por White Powers, ou Boneheads, e neonazistas (geralmente formado por homens entre 30 e 40 anos, e de classe média alta) no DF, são os homossexuais. A ONG Estruturação (grupo de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) oferece apoio jurídico, psicológico e assistência social às vitimas homossexuais. Todas as denúncias podem ser enviadas para estruturacao@estruturacao.org.br

* Os nomes dos skinheads entrevistados são fictícios, reservando o direito ao anonimato.

“Não é necessário derrubar
árvores para trabalhar”

Um dos maiores designers e artistas plásticos do Brasil
conta como a profissão o escolheu

Por Clarice Gulyas
Fotos Divulgação

Desde a infância as pessoas já têm expectativas de qual profissão seguir. A decisão, muitas vezes, parte da influência da família. Também se leva em consideração a identificação, a oportunidade, o salário e, até mesmo, a intuição na hora de escolher o que quer. Mas foi por meio do sonho que o mineiro do Vale do Jequitinhonha, Tunico Lagos, 60 anos, resolveu ser marceneiro, profissão à qual se dedica há 30 anos.

A criatividade e a ousadia com que trabalha suas peças fizeram com que Tunico se destacasse entre os principais artistas plásticos e designers do país. Ele dá formas originais e modernas às madeiras mortas do cerrado, produzindo mesas, acentos, cabideiros, armários, estantes, luminárias e tantos outros objetos únicos que estão espalhados por todo o mundo. Segundo ele, o mercado ainda é restrito, mas agrada a quem tem personalidade. “Com a competitividade industrial, temos que ser cada vez mais criativos. Eu vendo para um determinado nicho, que são pessoas que não precisam de ninguém dizendo a elas o que ter em casa”, afirma.

O artista não tem preferência por nenhuma matéria-prima. Preocupa-se, apenas, em utilizar madeiras mortas já derrubadas e provenientes de demolições ou replantios. “Eu consigo dar função a quase qualquer tipo de madeira. Faço coisas lindas com o Eucalipto Citriodoro, por exemplo. Não é necessário derrubar árvores para trabalhar, há muita madeira morta na mata sendo utilizada para fazer carvão em vez de móveis”, defende.

Do pesadelo ao sonho

Mas quem vê o sucesso profissional do designer, não imagina que, na verdade, foi a profissão que o escolheu, por meio de um sonho. Aos 20 anos, Tunico sofreu uma grande decepção financeira quando trabalhava como operador na bolsa de valores, em 1970. Criou desgosto pela profissão depois da experiência que durou três anos. Cansado e estressado, chegou até a desmaiar em serviço. “Em vez de ver as cotações projetadas nas telas das TVs, eu via meus pensamentos escritos e eles diziam para eu sair dali”, conta.

Decidiu, então, largar o trabalho. Tentou cursar antropologia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Mas para ter certeza do que realmente queria, Tunico botou uma mochila nas costas e viajou sozinho por diversos países para encontrar algo que realmente o excitasse, ou mesmo para se encontrar. Então, após percorrer Argentina, Peru, Bolívia e México, voltou para a casa dos pais, em Belo Horizonte. Entre tantas idas e vindas, em uma noite de 1979, sonhou com um garoto sentado que observava um carpinteiro talhar madeira.
“Quando acordei, não tive dúvidas: queria ser marceneiro. Saí, comprei manuais e ferramentas, e procurei marcenarias que pudessem me ajudar”, lembra.

A partir de então, Tunico sempre se inspirou em sonhos que traziam modelos inovadores para criar seus móveis. Todo o conhecimento adquirido nos últimos 30 anos de experiência, ele conquistou sozinho. Desde quando começou nos fundos da casa dos pais: treinando, inventando e desenhando. “Nunca tive professor e criei minhas próprias técnicas. No começo dava errado. Inclusive, meu primeiro serviço (um armário) foi devolvido”, recorda entre risos. Quanto ao prestígio no cenário cult, o designer responde modesto: “Faço o melhor que posso, o resto fica por conta da vida”.

Tunico desembarcou em Brasília na década de 1980, e chegou a expor seus móveis na Torre de TV. O amor pela cidade fez com que vivesse aqui até hoje, com sua esposa e seus quatro filhos. Os móveis de Tunico Lages são expostos todo o último final de semana de cada mês na Feira de Antiguidades, no Gilberto Salomão.

Conheça o perigo dos carrapatos.
Evite a Erliquiose e a Babesiose
Os carrapatos são responsáveis pela transmissão de doenças nocivas a cães e gatos que podem, inclusive, causar a morte

Por Clarice Gulyas
Foto Clarice Gulyas

Eles costumam se esconder entre os pelos, os dedos das patas, nas orelhas. A presença do carrapato em cães e gatos é comum, mas não deve ser ignorada. É que, apesar do tamanho, eles podem transmitir doenças graves aos animais, como a Erliquiose e a Babesiose.

Não importa o número deles. Qualquer carrapato pode transmitir estas doenças caso esteja contaminado pelo parasita Erliquia ou pelo hematozoário da Babesiose. A transmissão ocorre quando um carrapato hospeda um cão doente e depois pica um animal sadio. Os carrapatos são encontrados em lugares diversos como na casinha do cachorro, muros e, principalmente, na grama. É preciso saber lidar com a praga para que seu animal não corra risco de morte.

De acordo com o veterinário, Sidnei Bergamaschi, ambas as doenças apresentam sintomas parecidos. “Geralmente o cachorro apresenta anemia, apatia, falta de apetite, às vezes febre e costuma ficar deitado. A Erliqueose pode provocar hemorragia porque a doença ataca o fator de coagulação do sangue, diminuindo muito o número de plaquetas” explica.

Não há vacina para estas doenças. E, no caso da Erliquiose, há o período de dois anos de encubação. Segundo o veterinário, a prevenção é a melhor forma de evitar que seu animal de estimação adoeça, principalmente os filhotes e idosos. “As pessoas têm que ter a consciência de que os carrapatos são uma praga e, portanto, deve ser controlada com o uso regular de carrapaticidas nos cães e dedetização do ambiente interno e externo da casa por pelo menos de seis em seis meses” diz.

No ano passado, Fernanda Cristina dos Santos, 22 anos, se assustou ao encontrar diversas “pintas” escuras no seu cachorro Skazi, um shit-zu de dois anos. Enquanto dava banho nele em sua casa, Fernanda chegou a arrancar cem carrapatos, mas, como eram muitos, resolveu levar Skazi a um pet shop. “Não acreditei que tudo aquilo fossem carrapatos. Contei mais de cem e no pet shop ainda tiraram mais e tosaram ele” conta.

A estudante de moda ainda teve outra surpresa ao chegar a casa. Nas paredes e no chão do seu quarto, havia vários carrapatos. “Eles apareceram de repente e estavam andando em tudo quanto é lugar, até na minha cama tinha. Fiquei com bastante nojo e medo de pegar alguma doença” relata.

Fernanda procurou ajuda com a mãe de uma colega que comercializa cães. Deixou Skazi por uma semana na casa da amiga e dedetizou todo o local. Com o ambiente limpo e o cachorro tratado a base de carrapaticidas, Skazi voltou para casa. “Ele é como um filho para mim, agora só fica dentro de casa e dorme comigo na cama” diz.

O veterinário chama a atenção para que os donos evitem arrancar ou espremer os carrapatos dos animais, pois além de causar lesões na pele que provocam coceiras, a prática contribui com a infestação do ambiente. “O carrapato fêmea (maior que o macho) consegue produzir quatro mil ovos por dia. Ao espremer ou pisar neles, os ovos são espalhados. O ideal é usar carrapaticidas que matarão os carrapatos ao picarem o cachorro e, se arrancar, jogar no álcool ou fechar em algum recipiente. Estas larvas, conseguem ficar no ambiente por mais de um ano sem se alimentar, aguardando um hospedeiro”, alerta.

O tratamento é sintomático e não há duração determinada. No caso de suspeita destas doenças, Sidnei recomenda a procura de um veterinário para que seja realizado exames específicos que diagnosticarão as doenças. “Há o “ponta de orelha”, onde o sangue da extremidade é levado para análise em laboratório, o sorológico (exame de anticorpo) e o PCR (espécie de DNA do parasita), mas geralmente é feito um hemograma com contagem de plaquetas e pesquisa de hematozoário”

“A idade só serve para a polícia, a santa casa de misericórdia e o cemitério”

Poetisa do Lago Norte desenvolve projetos sociais e
culturais para a integração de idosos

Por Clarice Gulyas
Foto Gustavo Lima

“No circuito das ‘combes’ escolares, vans. Que vem e que vão, recheadas de pequenos. E médios interlocutores. Das viagens diárias – da casa para o colégio. Do colégio para a casa…Uns amores! (…) O morador também vê os canteiros esquadrinhados. Da EPPN – orgia de cores e odores. Até parece uma eterna primavera. No bater das asas dos passarinhos. Que aqui, no Lago Norte, são mais espevitados. E atrevidos”

Este é o trecho de um dos diversos poemas que uma moradora apaixonada pelo Lago Norte coleciona entre seus trabalhos como escritora. Conhecida na região como “Poetisa do Lago Norte”, dona Eileen Guedes de Paiva se inspira no cotidiano e na vizinhança para homenagear o lugar onde vive há 31 anos. “Eu sou aficionada pelo Lago Norte. Aqui é um complexo de amigos, gente hospitaleira que se relaciona, principalmente, com a igreja católica. É um lugar aprazível onde não se vê rivalidade nem violência”, relata a moradora da QL 5.

Personagem atuante do bairro, que conta com a população de aproximadamente 30 mil moradores, dona Eileen luta pela integração social dos idosos do Lago Norte e Varjão. Presidente do Clube da Melhor Idade do Lago Norte, a aposentada organiza encontros em shoppings, restaurantes e casa de amigos para cerca de 60 associados. Já no Varjão, desenvolve sozinha um projeto de alfabetização na Associação dos Idosos. “Tive uma empregada de lá que não sabia ler nem escrever. Visitei a Associação dos Idosos e notei que a maioria era analfabeta. Resolvi dar o curso como um de meus últimos movimentos em prol da mulher e dos idosos. Uma de minhas alunas chegou a dizer que sem saber ler, sentia vontade de morrer ao pegar um ônibus ou ir ao um supermercado”, se emociona.

Sempre disposta e enérgica, a autora das obras “Questão de Tempo” e “Vou te contar” é a figura indispensável nos almoços mensais que acontecem na casa dos vizinhos do conjunto onde mora. Todo o primeiro domingo do mês os moradores se encontram na casa de um dos vizinhos, colaborando com pratos variados de comida. “Nossos encontros são ótimos. Para cada morador daqui já fiz uma poesia e, se não faço, sou cobrada”, conta, entre risos.

Em um destes almoços, dona Eileen se esqueceu de preparar os versos exclusivos aos anfitriões Carmo e Lilia. Para sair da saia justa, pediu papel e lápis emprestado. “Ela é muito dinâmica e tem se destacado. Meu marido tem grande carinho e amizade por ela. Tanto ela como nossos vizinhos, que são cerca de 30 ou 40 pessoas que comparecem aos almoços, temos uma relação muito boa” elogia Lilia Hitomi Tanaka, 53 anos.

A “Poetisa do Lago Norte” nasceu na cidade de Rio Branco, no Acre. Ao longo da vida, percorreu estados como Rio de Janeiro, Bahia e Amazônia. Mas foi Brasília o lugar que ela escolheu para passar o resto de sua vida, junto ao marido (já falecido) e seus cinco filhos. Ao chegar à cidade, em 1966, residiu na Colina (Universidade de Brasília), e na W3 norte. Chegou ao Lago Norte em 1979, quando ainda não havia nenhum tipo de infraestrutura. “Aqui só tinha mato. Uma vez cheguei a me perder quando desci do ônibus para ir para casa. Era noite e estava chovendo muito, andei pela lama por muito tempo, tentando me guiar pelas luzes”, relembra.

Segundo dona Eileen, um dos seus segredos para aproveitar a vida da melhor forma é escondendo a idade. “A idade só serve para a polícia, a santa casa de misericórdia e o cemitério. Parece que fecham a gente em um caixão, a pessoa fica ressentida pensando que estamos morrendo” diz. E tem na ponta da língua o verso ideal para cada situação. “Idade? Nem segunda, nem terceira, nem quarta. Besteira. Idade é caminhar direito, bem vivendo. A esteira da existência, feita e refeita. De carinho, de anseios, de comunhão…É este respirar escaldante. Este tic-tac vibrante. Batendo desmedido. Esta vontade de cantar. Trá-lá-lá-lá-lá…De elevar a voz bem alto. Num grito de espanto e ressonância. Dizendo: Isso de morrer não tem importância: O importante é viver um pouco agitando, encantando e merecendo a vida”

Cuide bem do seu melhor amigo:
evite a cinomose e a parvovirose
Saiba como proteger o seu cachorro destas duas doenças que podem levá-lo a morte

Por Clarice Gulyas
Foto Clarice Gulyas e Gustavo Lima

Os cães interagem harmoniosamente com seus donos, são extremamente sociáveis, amigos e protetores. Para eles, as pessoas com quem vivem são como parte de uma matilha. Para os donos, são como membros da família. Grandes ou pequenos, de raça pura ou mestiça, não importa, esses bichinhos tão queridos merecem toda nossa atenção, principalmente quando se trata de doenças como a parvovirose e a cinomose.

Não há lugar nem idade exclusiva para que o seu melhor amigo contraia alguma dessas doenças. Expor seu animal às ruas sem vacinação é colocar a vida dele em risco. Se o seu amigão anda meio triste e sem apetite, desconfie. A parvovirose afeta, em sua maioria, filhotes. Mas os animais adultos não vacinados também podem ser pegos de surpresa.

Parvovirose

A virose é transmitida pelo ar e atinge principalmente cães de raça pura (que geralmente possuem imunidade baixa) e os filhotes com idades entre seis semanas e seis meses. A contaminação entre os animais ocorre pelo contato com as fezes de cães infectados. A parvovirose ataca o intestino, causando lesões, que para os animais mais jovens pode ser fatal. Doentes, eles deixam de comer e beber. Passam a ter vômitos e diarreias com a presença de sangue e mau cheiro.

Segundo a veterinária Maria Fátima Soffa, a doença pode ser tratada quando diagnosticada no começo, mas a melhor forma de evitá-la é com a prevenção. “O tratamento dura em torno de uma semana e é sintomático. Os cães devem ser imunizados a partir dos 45 dias de vida, a cada 21 dias, em um total de quatro doses”, diz.

O animal, mesmo curado, expele o vírus da parvovirose por um período de tempo que pode durar até um ano. A veterinária aconselha não colocar outro cachorro no ambiente contaminado, pois, até mesmo esterilizado, o outro cachorro pode se contaminar.

Joana Eichler, 22 anos, perdeu Taty, um filhote da raça yorkshire. Como não foi vacinada, apresentou os sintomas da parvovirose logo nos primeiros dias. Joana só percebeu a gravidade da doença quando a cadela já não se alimentava mais. “Ela não tinha forças para nada. Levamos ao veterinário depois de alguns dias, mas, infelizmente, foi tarde”, lamenta Joana.

Cinomose

Essa é ainda mais grave. A transmissão do vírus da cinomose ocorre da mesma forma que o da parvovirose, mas ao contrário desta, o animal não deixa de se alimentar, mas emagrece. O cachorro fica indisposto e apresenta secreções no nariz e nos olhos. O contágio da cinomose entre os animais ocorre principalmente por meio do espirro, tosse e saliva de cachorros infectados. O compartilhamento de vasilhas de comida e bebida também facilita a transmissão da doença. “Esta é uma doença grave e de fácil contágio. A maioria das vezes tem cura, exceto quando afeta o sistema nervoso central do animal”, diz Fátima. Nesses casos, quando a cinomose está avançada, geralmente não há chances de cura. O cachorro fica desorientado, trêmulo e sem equilíbrio.

Nem mesmo os animais vacinados estão livres de contrair a cinomose e, por isso, os donos devem ficar ainda mais atentos. É que algumas vacinas usadas não protegem o cachorro de forma eficaz. Segundo os especialistas, as vacinas mais indicadas são as importadas. Além disto, o cachorro deve ir ao veterinário regularmente para fazer exames de rotina para evitar que outras doenças menos graves possibilitem o contágio por baixa imunidade do animal.

Estelionato e falsidade ideológica
Compra e venda de monografias é realidade dentrodas instituições de ensino. A prática pode
incorrer em crime penal

Por Clarice Gulyas
Fotos Clarice Gulyas

“Faço sua monografia”. Quem nunca viu esses anúncios nos classificados dos jornais ou espalhados em faixas pela cidade? A correria com o último trabalho acadêmico faz com que várias pessoas se desesperem e busquem soluções imprudentes para sua vida profissional. O comércio de monografias, teses e doutorados é uma realidade e configura crime civil para quem compra e quem vende.

A publicitária, Mariana*, adquiriu um desses trabalhos ano passado, pela internet. Sem revelar o valor pago, ela diz que o fator determinante pela escolha da monografia comprada foi ter pagado antecipadamente a formatura. “Eu não podia reprovar, todas minhas amigas estavam adiantadas. Eu fiz o pedido pela internet, acompanhei tudo por e-mail e dei uma mexida”, diz.

O preço varia de acordo com a necessidade do cliente. O texto científico custa em média R$ 25 por página e é entregue com revisão gramatical e formatação de acordo com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Só esta adaptação custa R$ 2 a lauda. Em outras ofertas, o pacote “moleza” inclui tema para o trabalho, pré-projeto e até treinamento para apresentação. Nesses casos, o preço é negociado de acordo com a dificuldade para abordar o tema.

A coordenadora de Comunicação Social do Instituto de Ensino Superior de Brasília (IESB), Daniella Goulart, flagrou alguns casos de monografias compradas e plagiadas na banca examinadora. Segundo ela, esses alunos partem para o mercado de trabalho despreparados e podem, inclusive, sofrer preconceito. “A credibilidade dessa pessoa será marcada para sempre, além de ficar despreparada para enfrentar situações como esta no futuro. Vejo como uma questão de índole e ética”, diz.

A venda e a compra de monografias, teses e doutorados não configura crime autoral, já que o próprio autor é quem negocia o produto. De acordo com a advogada especialista em direito autoral, Lícia Juliane de Almeida Paiva, o assunto é controverso, pois há pelo menos três correntes doutrinárias para o mesmo tema.

A primeira diz respeito ao artigo 299 do Código Penal, que define o fato como crime de falsidade ideológica por quem compra, e co-autoria por quem vende. A segunda, de acordo com o artigo 171, além da co-autoria no crime de falsidade ideológica, o vendedor também responderá por estelionato. E a terceira diz que, tanto a conduta do autor que vende, quanto à do comprador, são atípicas.

De acordo com essa última corrente, a advogada explica que para configurar crime de estelionato, o comércio de monografias deve oferecer prejuízo a outros envolvidos. “Como não há prejuízo para a faculdade, não se pode qualificar o crime como de estelionato. Com relação ao crime de falsidade ideológica, também não haveria crime, e podemos usar como exemplo, o julgamento pelo Supremo Tribunal Federal das chamadas “colas eletrônicas”, no qual o STF classificou o crime como atípico”, explicou.

Cabe à faculdade tomar medidas administrativas e até legais para coibir o comércio de obras científicas. “A instituição de ensino pode reprovar e até jubilar quem comprou o trabalho. Poderá, também, registrar notícia crime na delegacia, que será encaminhada ao Ministério Público (MP) para ser avaliada. Verificando que há indícios suficientes de autoria e materialidade, o MP oferece a denúncia, eis que a ação penal para os crimes de estelionato e falsidade ideológica é pública incondicionada”, explica a advogada.

Quanto ao plágio, a advogada explica que cabe sanções tanto autoral quanto penal. O autor poderá reivindicar seus direitos a qualquer momento, enquanto o plagiador responderá por danos morais, podendo sofrer detenção de três meses a um ano, de acordo com o artigo 184 do Código Penal.

Descaso com a infraestrutura do DF frusta brasilienses
Pequenas cuidados de manutenção poderiaminverter transtornos causados nodia a dia dos brasilienses

Por Clarice Gulyas
Fotos Clarice Gulyas, Gustavo Lima e Administração do Varjão


Depois da decepção com as diversas obras que não foram inauguradas no aniversário de Brasília, a esperança é que pelo menos o mínimo seja feito em favor do conforto da população brasiliense. E ninguém aguenta mais esperar. Brasília, símbolo da urbanização, sofre com a má conservação de patrimônios e principalmente de infraestruturas básicas. Ruas mal asfaltadas, buracos para todos os lados, calçadas despedaçadas e o abandono de banheiros públicos e passagens subterrâneas do eixão incomodam a população diariamente.

O estudante de artes plásticas, João Carvalho, 17 anos, passa todos os dias pela passagem subterrânea da Asa Norte que liga as quadras 203 e 403. Apesar de a maioria ser lavada diariamente pelo Sistema de Limpeza Urbana (SLU), o mau cheiro ainda é um dos principais motivos de reclamação por quem passa por ali. Mas para João, além da sujeira, outro problema é a depredação feita pelos próprios transeuntes. “Meu irmão já foi assaltado, mas para mim, o maior problema é a falta de higiene e também a depredação de quem passa por aqui. Há dois meses instalaram lâmpadas e já está tudo quebrado”, diz.

Já para os motoristas, os maiores vilões são os buracos e também as elevações no asfalto. Nas W3 sul e norte, há lombadas formadas pelas raízes das árvores. Nos eixinhos, pequenos buracos se proliferam à medida em que são recuperados.

Segundo, Ubirajar de Araújo, dono de uma mecânica da Asa Norte, são diversos os prejuízos causados com estas condições de vias, principalmente nos períodos de chuva. “Aparece de tudo aqui: roda empenada, deslocada; danificação da suspensão, amortecedores, articulação de direção, pneus rasgados”, afirmou.

O morador de Sobradinho II, Paulo Sérgio Martins, estragou os amortecedores do seu carro, recentemente, ao passar por um buraco entre as quadras da região. Como solução para evitar frustração e novos prejuízos, ele sai de casa mais cedo para trabalhar e opta por caminhos mais longos, mas com asfalto em melhor estado. “Eu prefiro dirigir mais e não pegar os buracos dentro de Sobradinho. Meu prejuízo custou R$ 360”, lamentou.

Todo ano R$ 100 milhões são destinados à Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) para o programa de asfaltamento. Já os pequenos reparos são feitos pela operação Tapa Buraco, que conta com aproximadamente 20 equipes das administrações regionais e oito da Novacap, que atendem diariamente as demandas dos moradores por meio do telefone 156 e queixas realizadas nas administrações. Quanto à manutenção das calçadas do Plano Piloto 20 vinte quadras divididas entre a Asa Sul e a Asa Norte serão revitalizadas.

Segundo o diretor de urbanização da Novacap, Maurício Canova, os recursos são insuficientes para atender toda a demanda do DF. “A vida útil do asfalto dura em torno de dez anos. Há asfaltos em Brasília que tem 30 ou 40 anos e ainda não foram recuperados. Os recursos sempre são insuficientes em função da necessidade da vida útil do asfalto, por isto, priorizamos as vias que atendem o maior número de pessoas, que são as vias principais, onde passa o transporte coletivo”, disse.

De acordo com Maurício, as áreas mais críticas do DF, como Ceilândia, Gama e Taguatinga já foram atendidas este ano. As regiões administrativas Guará, Planaltina, Paranoá e Núcleo Bandeirante, também receberam reparos em 2010. “Só em Ceilândia gastamos em torno de R$ 15 milhões. Estas cidades que têm concentração maior de população são as que se encontravam em pior situação. Havia asfaltos em Ceilândia que há 20 anos não recebiam recapeamento. Não se via mais pista, só aquela colcha de retalhos e hoje estão com asfalto novo”, destacou.

A rua principal do Varjão foi asfaltada recentemente e outras obras já se iniciaram em Samambaia e Sobradinho II. Para o Plano Piloto, a previsão é que as obras se iniciem nos próximos dias. “Já fizemos muita coisa no DF. Estamos nos preparando agora para entrar nos eixinhos sul e norte do Plano Piloto. Iremos agir primeiro no eixinho sul, que se encontra em pior condição”, concluiu Maurício.

Escola Aberta do Varjão é sucesso
O projeto, que enfrentou dificuldades nos últimos anos, voltou com força total. Crianças e adolescentes ocupam o tempo ocioso com esportes e atividades de lazer

Por Clarice Gulyas
Fotos Divulgação

O projeto Escola Aberta que funciona na Escola Classe do Varjão vai de vento e popa. Aos sábados, aproximadamente 250 crianças e adolescentes trocam o tempo ocioso e as ruas, pelas atividades de esporte e lazer. A escola, que tem o maior número de participantes do projeto no Plano Piloto, recebeu recentemente, 32 novos computadores cedidos pelo Ministério da Educação que contribuirá para a retomada das aulas de informática.

O programa Escola Aberta é uma iniciativa do Governo Federal, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura (Unesco), que tem como objetivo propor maior integração social e melhor qualidade de vida para a população.

O projeto passou por dificuldades nos últimos anos com a falta de oficinas e principalmente de voluntários para realizar as atividades. Superando os desafios, hoje a escola conta com dez oficinas, entre costura, aulas de violão, confecção de bijuterias, capoeira, informática e até box chinês. São 12 professores voluntários, de dentro e fora da cidade, que dedicam até quatro horas diárias de atividades.

Isadora de Jesus, 13 anos, não perde o Escola Aberta por nada. Aos sábados de manhã, ela chega cedo para aprender a costurar. À tarde, se dedica à informática. “Ao invés de ficar em casa eu venho pra cá aprender e também brincar”, afirmou.

Antônio Carlos Ferreira, 30 anos, é morador do Varjão e trabalha como jardineiro durante a semana no Lago Norte. No dia de Escola Aberta, ensina capoeira para aproximadamente 40 crianças. Com os materiais emprestados dos amigos, ele faz de sua oficina uma das mais procuradas pela garotada. “Há dois anos eu ensinava os meninos na escola, depois das aulas, agora também participo aos sábados, ensinando fundamentos da capoeira e o respeito ao próximo”, diz.

Para a diretora da Escola Classe Varjão, Cláudia Maria Inácio, o projeto está mais do que vivo, mas ainda tem muito a melhorar. Todos os sábados ela faz questão de estar presente. Algumas vezes, leva o próprio violão e dá carona para voluntários, como forma de sustentar o ritmo e o sucesso do projeto. “Isso daqui não pode mais parar, o Escola Aberta passou por uma mudança Incrível. Agora, a família participa e incentiva os filhos, principalmente as mães. Ano passado realizamos um campeonato de iô-iô que foi um sucesso”, comemora. Todo segundo sábado do mês, o projeto recebe a visita da Pastoral da Criança, que faz o acompanhamento de saúde dos jovens e realiza palestras educacionais como, por exemplo, sobre a reeducação alimentar.

A coordenadora do projeto no Varjão, Diana Costa, acredita que a Escola Aberta oferece oportunidades para quem precisa. “A participação da comunidade local influencia diretamente na redução da violência e é um ponto de refúgio destes jovens e suas famílias”, avaliou. A expectativa para este ano é abraçar novos voluntários e criar mais oficinas para o público. Para fazer parte da equipe, como voluntário, basta procurar a secretaria da Escola Classe Varjão ou ligar para: (61) 3901.7543

Elmo Serejo Farias
Nem Arruda e nem Roriz, as grandes obras foram feitas por ele

Por Clarice Gulyas e Flávia Umpierre
Fotos Arquivo Pessoal e Gustavo Lima

Falar de Brasília e sua trajetória ao longo desses 50 anos é ir além da diversidade cultural da cidade, do céu multicolorido e do conjunto urbanístico tombado como patrimônio histórico. Há de relembrar os primeiros madeirites erguidos sob o chão avermelhado do cerrado, ante os pés do presidente de percepção empreendedora, Juscelino Kubitschek. Os candangos e personalidades como Oscar Niemeyer, Israel Pinheiro e Lúcio Costa fazem parte da memória permanente da transformação inovadora que atraiu sonhadores de Norte ao Sul do Brasil.

Um desses personagens jamais esquecidos é o ex-governador do Distrito Federal Elmo Serejo Farias. Nomeado pelo então presidente da República, Ernesto Geisel, Elmo Serejo ficou marcado por revolucionar o sistema viário urbano da Capital. O governador engenheiro, nessa época, já havia reconfigurado a paisagem baiana com obras que marcaram a industrialização do estado. Em Brasília, isto não poderia ser diferente. Como legado para os brasilienses, deixou obras como o Parque da Cidade, a ponte Costa e Silva, os Viadutos de Triagem da W3 Sul e Norte, a construção da Via Estrutural — ligando o Plano Piloto a Taguatinga e as famosas “tesourinhas” do Eixão. A obra da Via Estrutural foi contestada à época por parte da mídia local, que dizia ser a estrada que ligava nada a coisa alguma. Hoje uma importante via da cidade.

O governador nasceu em São Luís (MA) em 1928. Chegou a Brasília na década de 1970, acompanhado de sua esposa e dois filhos. Carismático e sempre ladeado por autoridades do governo, prestigiava bailes e encontros culturais de Brasília. O empresário e pioneiro Hely Walter Couto, 84 anos, relembra momentos de amizade com o governador Serejo. “Ele era uma pessoa formidável. Comunicativo, amigo e simples. Nunca faltou a uma das minhas festas em casa e sempre prestigiou os acontecimentos sociais da cidade. Era muito querido e tinha amor por tudo e todos”, relembra Hely, que era mantenedor do Iate Clube de Brasília na época.

Apaixonado pela arte, o governador que incentivava a cultura e o lazer, deixou uma importante contribuição para a música popular brasileira aqui, no coração do País. Em 1978, Elmo Serejo cedeu aos músicos da cidade o antigo vestiário do Centro de Convenções de Brasília como local que garantisse os ensaios, principalmente dos grupos de choro da região. O lugar tornou-se então a sede do Clube do Choro, formado no ano anterior. Os chorões brasilienses, como parte das recomendações feitas pelo governador, mantiveram ativas as reuniões de choro com pelo menos um encontro por semana, permanecendo assim até 2008.

O Centro de Convenções de Brasília foi inaugurado por Elmo Serejo em 1979 e possuía planetário, praças, feira de arte, auditórios e blocos de administração. O prédio ocupava área 300 mil metros quadrados, num total de 57 mil metros quadrados de área construída. Em 1992 foi renomeado para Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

Parque da Cidade

O Parque Rogério Pithon Farias, inaugurado em 1978, recebeu como homenagem o nome de um de seus filhos, que morreu em um acidente de trânsito. Com quatro milhões e 200 mil metros quadrados de área, Elmo Serejo preservou uma área que era cobiçada por construtoras civis da época e pelo governo federal, construindo um dos maiores parques urbanos do mundo, em pleno Distrito Federal. A visão urbana, ambientalista e com intenção de promover o lazer, rebateu os interesses da especulação imobiliária, construindo

O Parque da Cidade, como é conhecido, é hoje de grande importância para a qualidade de vida do brasiliense. O inesquecível castelinho do Parque Ana Lídia, o Quisque do Atleta e o Pedalinho, ainda que sem pedalinho para passear no lago, são alguns dos pontos de encontro do parque por diversas gerações. Acolhe pessoas de diferentes classes sociais e contribui com a diversidade cultural. Atualmente, o nome do parque é Sarah Kubitschek. A situação atual do parque desagrada quem costumava frequentá-lo décadas atrás. Uma das atrações preferidas dos brasilienses era a piscina com ondas, a primeira criada na América Latina, hoje desativada.

Sexo anal é normal
A prática oferece uma maneira a mais para homens e mulheres atingirem o orgasmo

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De Brasília para Brasília
Para fugir do estresse e dos programas típicos de fim de semana, brasilienses procuram os hotéis como opção de lazer
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Skinheads invadem o cerrado pregando paz e união
Brasilienses que seguem o perfil tradicional originado na Inglaterra lutam contra o estigma neonazista
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Elmo Serejo Farias
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Escola aberta do Varjão é sucesso
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Descado com a infraestrutura do DF frusta brasilienses
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Estelionato e falsidade ideológica
Compra e venda de monografias é realidade dentro das intituições de ensino. A prática pode incorrer em crime penal
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Cuide bem do seu melhor amigo: evite a cinomose e a parvovirose
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“A idade só serve para a polícia, a santa casa de misericórdia e o cemitério”
Poetisa do Lago Norte desenvolve projetos sociais e culturais para a integração de idosos

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Carrapatos?
Os carrapatos são responsáveis pela transmissão de doenças nocivas a cães e gatos que pode, inclusive, causar a morte
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