Governadora afirmou que casos registrados no Hospital Regional de Samambaia estão sob investigação e que protocolos de atendimento serão revisados

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou nesta quarta-feira (15) que o GDF não vai tolerar falhas no atendimento prestado à população após a morte de duas gestantes no Hospital Regional de Samambaia (HRSam), registradas em um intervalo de quatro dias.
A declaração foi dada durante agenda no Itapoã. Segundo a governadora, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) convocou reuniões com as equipes responsáveis para apurar os casos e reforçar os protocolos adotados nas unidades da rede pública.
“A gente já chamou várias reuniões. O secretário Juracy, inclusive, ontem reuniu toda a equipe, porque a gente não vai tolerar esse tipo de atendimento nos nossos hospitais”, afirmou.
Celina também informou que o governo pretende revisar os protocolos de assistência ao pré-natal e reforçar medidas voltadas à humanização do atendimento.
“Eu tenho certeza de que a gente precisa melhorar. Primeiro, a nossa solidariedade às famílias. Hoje, toda a nossa saúde está sendo monitorada. As imagens das câmeras estão sendo disponibilizadas para os familiares e para a polícia, enquanto os fatos são apurados”, disse.
A governadora acrescentou que, caso sejam identificadas irregularidades, os responsáveis serão responsabilizados.
“Não vamos passar a mão na cabeça de ninguém. O governo cobra resultados, mas também trabalha para oferecer condições adequadas aos servidores”, declarou.
Casos são investigados
O primeiro caso ocorreu na última sexta-feira (10), quando Maria Graciana Andrade Alves, de 36 anos, morreu durante o trabalho de parto no Hospital Regional de Samambaia. A filha da paciente sobreviveu ao parto e permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal da unidade. A Polícia Civil do Distrito Federal investiga as circunstâncias da morte.
Três dias depois, na segunda-feira (13), Maria Aparecida Galdino dos Santos, de 25 anos, também morreu após dar à luz no mesmo hospital. De acordo com familiares, ela procurou atendimento no domingo (12) e teria solicitado a realização de uma cesariana, procedimento que, segundo o relato da família, não foi realizado pela equipe médica.
Os dois casos ocorreram em menos de uma semana e estão sendo apurados pela Secretaria de Saúde e pela Polícia Civil.




