Partido afirma ter encontrado 57 contas falsas que impulsionaram anúncios negativos contra o senador e pede investigação para identificar responsáveis e financiadores do suposto esquema.

A direção do PL, partido do senador Flávio Bolsonaro, afirma ter identificado 57 perfis falsos em plataformas da Meta que estariam sendo utilizados para impulsionar conteúdos contrários ao parlamentar. Diante disso, a legenda protocolou um pedido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que seja aberta uma investigação sobre o que considera um esquema organizado de desinformação.
Nesta segunda-feira (20), o coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, senador Rogério Marinho (PL-RN), apresentou ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, uma representação solicitando autorização para a quebra de sigilo de dados, com o objetivo de identificar os responsáveis pelas contas e os financiadores da operação.
Marinho esteve acompanhado da advogada Maria Claudia Bucchianeri, que integra a equipe jurídica da pré-campanha, e do advogado Marcelo Bessa, representante do PL.
Segundo o senador, a intenção é descobrir tanto quem administra os perfis quanto quem financia as publicações. Ele classificou a suposta ação como um “atentado contra a democracia”.
De acordo com a pré-campanha, foram identificados 57 perfis falsos responsáveis por mais de 4,6 mil anúncios patrocinados, que somariam cerca de R$ 3 milhões em investimentos e alcançariam aproximadamente 250 milhões de visualizações. Marinho afirmou, porém, que os indícios apontam para uma estrutura ainda maior, com mais de 20 mil perfis falsos e investimentos que poderiam ultrapassar R$ 20 milhões.
Conforme o parlamentar, os conteúdos patrocinados não atingiriam apenas Flávio Bolsonaro, mas também os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Jorginho Mello (PL-SC). A defesa pediu que o processo tramite sob sigilo.
Integrantes da equipe da pré-campanha alegam que os perfis, geralmente com poucos seguidores, são criados para impulsionar propagandas negativas contra o senador e, após a divulgação, são excluídos. Ainda segundo eles, as contas utilizariam identidades e números de telefone falsificados, muitos com DDD de Curitiba, enquanto os pagamentos dos anúncios à Meta seriam realizados em reais, dólares e pesos colombianos.
Para Marinho, a medida busca garantir uma investigação ampla sobre uma suposta organização criminosa voltada à disputa eleitoral deste ano. Ele afirmou ainda que, enquanto setores da direita já foram acusados de promover campanhas negativas nas redes sociais, o que estaria sendo identificado agora seria uma atuação em sentido oposto.


