Atuação do SLU na coleta seletiva e no fortalecimento das cooperativas de catadores contribui para liderança do DF

O Distrito Federal conquistou o primeiro lugar nacional no indicador Reciclagem de Lixo do Ranking de Competitividade dos Estados 2026, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). Com índice de 13,75% de recuperação de resíduos recicláveis, o DF lidera a classificação entre as 27 unidades da Federação, à frente do Paraná (7,59%) e do Rio Grande do Sul (4,72%). O resultado evidencia o trabalho desenvolvido na gestão de resíduos sólidos, especialmente nas ações de coleta seletiva realizadas pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU).
O Ranking de Competitividade dos Estados avalia a qualidade da gestão pública e o desenvolvimento das 27 unidades da Federação, com base em dez pilares: Segurança Pública, Infraestrutura, Educação, Solidez Fiscal, Eficiência da Máquina Pública, Capital Humano, Inovação, Potencial de Mercado, Sustentabilidade Social e Sustentabilidade Ambiental. Neste último pilar, o Distrito Federal se destacou, alcançando o segundo lugar geral, com nota 97,8.
“Esse resultado é um reconhecimento da importância da gestão adequada dos resíduos sólidos, da ampliação da coleta seletiva e do trabalho diário dos nossos profissionais, especialmente das cooperativas e associações de catadores. Seguimos empenhados em aprimorar e fortalecer iniciativas que contribuam para tornar o Distrito Federal cada vez mais sustentável”, destacou o diretor-presidente do SLU, Luiz Felipe Carvalho.
Coleta seletiva
O SLU realiza a coleta seletiva no Distrito Federal por meio de três empresas prestadoras de serviços de limpeza urbana. Além disso, mantém contratos com 35 cooperativas e associações de catadores, que atuam na coleta e na triagem dos materiais recicláveis.
A presidente da Cooperativa Cooperlivre, Josimara Batista, destacou que já percebe uma melhora na qualidade dos materiais recebidos pela coleta seletiva, mas ressaltou que é possível avançar. “Como cooperativa, agradecemos o empenho de todos, pois percebemos a diferença no material da coleta seletiva, mas ainda vem muito material que não é reciclável. Portanto, separem seus resíduos corretamente para melhorar ainda mais”, disse Josimara.
Com a criação de duas novas regiões administrativas, o SLU pretende ampliar a cobertura do serviço, alcançando um número ainda maior de moradores. A expansão poderá aumentar o volume de materiais recicláveis recuperados, reduzir a quantidade de resíduos encaminhados ao Aterro Sanitário de Brasília e fortalecer o trabalho das cooperativas de catadores do DF.
Nova metodologia de avaliação
A diretora técnica do SLU, Andrea Almeida, destaca que a nova metodologia adotada na avaliação do Ranking de Competitividade dos Estados conferiu maior precisão e confiabilidade ao indicador de reciclagem. Com parâmetros mais criteriosos de apuração, o levantamento passou a refletir com maior fidelidade os resultados efetivamente alcançados pelas unidades da Federação, a partir de informações verificadas e validadas.
“Como cooperativa agradecemos o empenho de todos, pois percebemos a diferença no material da coleta seletiva, mas ainda vem muito material que não é reciclável. Portanto, separem seus resíduos corretamente para melhorar ainda mais”Josimara Batista, presidente da Cooperativa Cooperlivre
“Diferentemente das estimativas anteriormente utilizadas, a avaliação agora considera dados concretos e comprovados, submetidos a procedimentos rigorosos de conferência, que incluem a verificação dos registros das balanças de pesagem. Essa mudança assegura maior consistência aos resultados e permite uma comparação mais precisa entre os estados. Nesse novo cenário, o Distrito Federal avançou seis posições, saindo do sétimo lugar para assumir a liderança nacional”, explica Andrea.
A diretora também ressalta o papel da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), pioneira na auditoria dos dados do SLU por meio do Projeto Acertar. A iniciativa nacional tem como objetivo aprimorar a qualidade, a confiabilidade e a precisão das informações sobre saneamento básico no Brasil, por meio de auditorias e certificações dos dados apresentados pelos prestadores de serviços.
Com esse processo, as informações sobre a gestão de resíduos sólidos passam a contar com mecanismos mais rigorosos de verificação, contribuindo para a transparência dos resultados e para o aprimoramento dos serviços prestados à população.
A população também tem motivos para comemorar, pois essa conquista é resultado de um esforço coletivo. A participação dos moradores é fundamental para o sucesso da cadeia da reciclagem. Por isso, o SLU reforça a importância de continuar colaborando com a coleta seletiva, separando corretamente os resíduos e disponibilizando-os nos dias e horários estabelecidos para cada região, conforme a programação disponível no site e no aplicativo SLU Coleta DF.
*Com informações do SLU





