
O candidato ao Governo do Distrito Federal Professor Robson (PSTU) protagonizou momentos de confronto com os adversários Leandro Grass (PT) e José Roberto Arruda (PSD) durante o debate promovido pelo Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF), nesta segunda-feira (21/9).
Durante um dos momentos do debate, Grass foi questionado sobre propostas para a valorização dos professores. O candidato apresentou medidas como a criação de uma gratificação e a melhoria da estrutura das escolas.
Ao comentar a resposta do petista, Robson criticou as propostas e relacionou a discussão ao Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF). Segundo o candidato do PSTU, uma proposta do governo federal de redução do valor do fundo poderia representar uma perda de R$ 500 milhões para a educação do Distrito Federal.
“Para tudo isso, infelizmente, é necessário que você faça parte de um processo que vá contra o seu governo federal. Lula fez uma proposta de diminuição no valor do FCDF. Para a educação, isso representa a perda de R$ 500 milhões. Como vamos fazer tudo isso que você defende, se não há a defesa do FCDF?”, questionou.
Robson também afirmou que a defesa do FCDF estaria sendo feita pela direita, que, segundo ele, estaria “atropelando a esquerda” nesse tema.
Críticas a Arruda
Em outro momento, o candidato do PSTU direcionou as críticas a José Roberto Arruda. O tema em discussão era a participação dos movimentos estudantis nas decisões da rede pública de ensino.
Robson relembrou a greve dos professores de 2009 e questionou a disposição de Arruda em dialogar com movimentos sociais e estudantis.
“Para quem tratou a categoria de professores, na greve de 2009, com tamanho desdém, se recusando a receber a comissão de negociação, fica difícil de acreditar que vai respeitar o movimento estudantil, que é forte”, afirmou.
O candidato também citou a onda de ocupações de escolas ocorrida entre 2015 e 2016, considerada por ele um dos últimos grandes atos do movimento estudantil secundarista brasileiro.
“Não vi nenhum desses candidatos apoiar a onda de ocupação de escolas, entre 2015 e 2016, que foi um dos últimos grandes atos do movimento estudantil secundarista brasileiro. Então, acredito que seja mais uma mentira”, declarou Robson.
As críticas marcaram a participação do candidato do PSTU no debate, especialmente nas discussões relacionadas à valorização dos professores, ao financiamento da educação e à participação dos movimentos estudantis nas decisões da rede pública de ensino.





