Pai de adolescente morto após agressão no DF anuncia pré-candidatura a deputado federal

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Ricardo Castanheira afirma que decisão foi motivada pela busca por justiça após a morte do filho de 16 anos.

O engenheiro Ricardo Castanheira anunciou que é pré-candidato a deputado federal pelo PL no Distrito Federal. Pai do adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos, morto após agressões em janeiro deste ano, ele afirma que a entrada na política é consequência direta da busca por justiça.

O caso, que ganhou repercussão no DF e em todo o país, voltou a ser destaque após reportagem exibida em rede nacional e manifestações de apoio de autoridades e parlamentares, como a deputada federal Bia Kicis (PL-DF), que se solidarizou com a família nas redes sociais.

Segundo Ricardo, a decisão de disputar uma vaga na Câmara não estava nos planos.

“Eu nunca fui político. Minha vida sempre foi técnica, de trabalho. Mas depois do que aconteceu com meu filho, eu entendi que não dá mais para ficar em silêncio”, afirmou.

Rodrigo morreu após ser agredido na saída de uma festa, em Vicente Pires. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos dias depois. O caso é investigado como homicídio.

Ao falar sobre o filho, Ricardo relembra os planos interrompidos.
“Meu filho queria ser bombeiro, queria salvar vidas. Tiraram isso dele. Tiraram o futuro dele de forma cruel”, disse.

Para ele, o episódio não pode ser tratado como um caso isolado.
“O que aconteceu com o Rodrigo não é exceção. É uma realidade que muitas famílias enfrentam todos os dias. Eu não estou entrando na política por vaidade, estou entrando porque isso precisa mudar”, afirmou.

Ricardo também defende maior rigor na responsabilização de crimes violentos e diz que pretende levar ao Congresso pautas ligadas à segurança pública e à proteção das famílias.

“Eu vou lutar pela memória do meu filho e para que outras famílias não passem pelo que a gente está vivendo. Essa não é só uma decisão política, é um compromisso de vida”, declarou.

Relembre o caso

Rodrigo Castanheira foi agredido na madrugada de 23 de janeiro, após sair de uma festa em Vicente Pires. Segundo as investigações, o jovem foi atacado após uma discussão. Ele sofreu ferimentos graves e morreu dias depois, em 7 de fevereiro.

O suspeito chegou a ser preso, liberado mediante fiança e posteriormente teve a prisão novamente decretada. O caso passou a ser tratado como homicídio após a confirmação da morte.